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Diadema: de patinho feia a cisne do ABC

diadema-imoveisDiadema sempre ficou ao largo do crescimento do Grande ABC. As três "primeiras letras" da região - Santo Andre, São Bernardo e São Caetano - foram e ainda são o foco da economia e do mercado imobiliário local. Diadema sempre foi vista com grande potencial, mas que poderia esperar um pouco mais. Bem, essa espera terminou e Diadema mostra sua força. Ela passou, nos últimos anos, de patinho feio do ABC à menina dos olhos do mercado.

A cidade tem potencial econômico. Segundo o IBGE, em 2012, Diadema foi colocada entre as cem maiores cidades brasileiras, ocupando o 44º lugar nas maiores economias do País. A cidade é apontada como o principal vetor do crescimento imobiliário no ABCD. Ou seja, faz tempo que o ABC tem um D forte.

Ela ainda não é a cidade com maior número de lançamentos na região, porém começa a despertar interesse de empreendedores. Ainda é forte a presença de construtores e incorporadores locais, mas o interesse de quem olha da Capital começa a aumentar. De acordo com pesquisas da Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC (Acigabc), Diadema mantém a quarta posição em termos de lançamento e vendas no ABC, entretanto o volume dessas duas frentes cresce. Além disso, há uma demanda reprimida, atendida dentro de ordem natural de ofertas. Nem tão grande - aponto de ter estoque grande -, nem tão pequena - a ponto de faltar imóvel.

Mas o caminho para isso não foi fácil.  Diadema sempre foi vista como uma cidade dormitório, na qual trabalhadores das três de Santo Andre, São Bernardo e São Caetano podiam comprar um terreno ou um imóvel mais barato, mas continuariam trabalhando nas outras cidades. Havia um circulo vicioso que entendia que como despertava menores investimentos de empresas e a criação de empregos, não havia como aumentar o número de lançamentos residenciais.

O primeiro passo foi atrair investimentos industriais, criando condições melhores para que empresas se instalassem lá. Fácil acesso à Capital e Baixada Santista, preços de terrenos mais convidativos que suas vizinhas Santo André, São Bernardo e São Caetano e um farto investimento em segurança, colocaram a cidade em posição de destaque.

Conforme o último Censo, Diadema conta com uma população com mais de 400 mil habitantes, o que o coloca como o 14º município mais populoso do estado e o 55º do Brasil. Diferentemente dos vizinhos, a principal fonte de renda é o setor de prestação de serviços, mas a indústria e o comércio também são importantes atividades econômicas. Seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano - medida comparativa usada para classificar os países pelo seu grau de "desenvolvimento humano") é de 0,757, considerado alto e o 182º lugar entres os municípios de melhor qualidade de vida de São Paulo e 420º do Brasil.

O município tem importante tradição cultural, que vai desde o turismo até o esporte e conta com pontos turísticos, como o Borboletário, o Jardim Botânico, o Museu de Arte Popular e o Observatório Astronômico. Quando a cidade resolveu a questão da segurança, viu florescer uma ida noturna interessante, com restaurantes e bares. O comércio local também é forte, com lojas de rua, hipermercados de grandes redes e o Shopping Praça da Moça, primeiro e único na cidade.

Eminentemente urbana, Diadema possui quase 120 mil domicílios, sendo a grande maioria de casas, seguidas por apartamentos, casas de vila ou em condomínio, bem como moradia de interesse social. De acordo com agentes do mercado imobiliário que atuam em Diadema, os imóveis mais procurados por compradores sãos o que têm entre 50 e 60 metros quadrados e contam com dois dormitórios e a média de preço na faixa de R$ 180 mil a R$ 500 mil. Os imóveis do programa Minha Casa, Minha Vida também são um nicho importante, justamente os que atendem o maior perfil de compradores, os que ganham até três salários mínimos.

Texto elaborado por Marco Barone em setembro de 2016




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