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São Bernardo do Campo e um novo recomeço

São
Dizer que São Bernardo do Campo, no Grande ABC, se reinventa é "chover no molhado", como diziam os antigos. A cidade, centro do desenvolvimento industrial do País, a partir da década de 1950, foi um dos principais polos econômicos brasileiros até a década de 1980. A partir da década de 1990, e com a queda nas vendas de carros - principal setor industrial da cidade -, São Bernardo se reinventou, transformando-se um núcleo de serviços e até mesmo comércio e negócios, sediando diversos eventos, como feiras e exposições.

Lembrando que São Bernardo, em razão do incentivo do presidente Juscelino Kubistchek, foi sede das primeiras montadoras de veículos do Brasil, tais como Volkswagen, Ford, Scania, Toyota, Mercedes-Benz, Karmann Ghia e Willys-Overland. Também teve muitas indústrias de autopeças e empresas ligadas ao setor, como indústrias de tintas, metalúrgicas etc..

A proximidade com a Capital e a Baixada Santista faz de São Bernardo uma cidade em desenvolvimento sempre. Deixou de ser uma passagem histórica para as duas regiões - aliás, isso foi um dos diferenciais para sua escolha como sede do setor automobilístico nacional - para ser uma cidade progressista.

Segundo dados oficiais, a cidade tem área total de 408,45 km² e conta com uma população de 811.489 habitantes (de acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2014) e uma densidade demográfica de 1.873,4 hab/km². Seu nome vem de São Bernardo de Claraval, santo patrono da cidade. Os primeiros registros de povoamento datam de 1550, mas foi só em 1890, com a instalação do Governo Republicano, que se tornou município, ainda abrangendo Santo Amaro e todas as demais cidades da região. O nome São Bernardo "do Campo" homenageia Santo André da Borda do Campo, vila fundada por João Ramalho, e foi escolhido por já haver uma cidade no estado do Maranhão com o nome São Bernardo.

A industrialização da cidade fez com que sua renda per capita, durante anos, fosse a mais alta do País. Hoje, ainda pode ser considerada alta de acordo com parâmetros gerais de nossa economia. Gira em torno de R$ 1.025 e a cidade conta com uma população de mais de 18 mil habitantes com renda maior do que 20 salários mínimos.

Esses números, com certeza, fazem do mercado imobiliário local altamente produtivo. Desde o começo da industrialização da cidade, o setor se movimentou. A princípio casas e sobrados, mas ainda nas décadas de 1960 e 1970, começaram a surgir os primeiros condomínios verticais.

A partir de 2008, com a construção do trecho sul do Rodoanel, um anel viário da Região Metropolitana de São Paulo, a cidade teve novo impulso no segmento de construção civil. Além do lançamento de muitos empreendimentos residenciais, começou-se a perceber o surgimento de edifícios comerciais, hotéis, centros de eventos etc. As reformas dos antigos Shopping Metrópole e Golden Shopping e as inaugurações dos shoppings Coração e São Bernardo Plaza fizeram com que o comércio local ganhasse nova vida. 

Lazer não falta na cidade. Há estádios de futebol, grandes parques, clubes, ginásios, centros de recreação etc. Esses equipamentos podem ser públicos ou privados e são dignos de uma cidade grande. A parte de gastronomia também é forte da cidade. A região ao largo da Represa Billings é famosa, como os restaurantes do bairro Demarchi, que "nasceu" do hábito de “tomar vinho nas colônias”, onde se reuniam as duas maiores famílias da região, Demarchi e Batistini, juntamente com seus amigos e, ao mesmo tempo, serviam-se de frango com polenta, costume tradicional de sua descendência. Hoje, isso é tradição local.

A cidade possui faculdades de renome, como a Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), uma das principais do País e ma das instituições de ensino pioneiras no país em sua área de atuação, e Universidade Federal do ABC (UFABC) - que ocupa o primeiro lugar entre as universidades brasileiras no Ranking SCImago nos quesitos “Excelência em Pesquisa”, “Publicações de alta qualidade” e “Impacto normalizado das suas publicações. 

Conforme dados da Prefeitura, a cidade possui 197.847 Domicílios particulares permanentes. Notadamente, a cidade vem se verticalizando desde a década de 1970 e é, segundo agentes do segmento, a cidade com mercado imobiliário mais atrativo do Brasil. Recente estudo da consultoria Prospecta Inteligência Imobiliária, São Bernardo encabeça o ranking das 100 melhores cidades com menos de um milhão de habitantes para investir em imóveis no País.

Uma cidade vertical

São Bernardo do Campo desde a década de 1970 é destaque em número de unidades lançadas no Grande ABC. Vira e mexe reveza com Santo André, mas o número de unidades na cidade a coloca em um primeiro lugar histórico na região em lançamentos.

Como o interesse pela cidade nunca diminuiu, o mercado sempre viu na cidade um filão interessante para lançamentos. Foi a primeira cidade do ABC a sentir a verticalização. Por isso, a oferta de unidades de apartamentos é a maior na região e para todos os gostos. Unidades de dois dormitórios, como sempre foi a tradição no mercado, ainda são as de maior oferta e demanda. Mas nos últimos anos, apartamentos de três dormitórios começaram a despertar interesse.

Hoje, em bairros mais centrais, é possível encontrar maior gama de oportunidades, mas há uma polarização interessante em bairros mais distantes, desde que com infraestrutura completa – o que é fácil de se perceber em São Bernardo. A maior característica é de unidades destinadas à classe média para moradia própria, mas é possível encontrar oportunidades de negócios, como apartamentos menores para locação, visando trabalhados e estudantes que chegam à cidade.

Elaborado por: Marco Barone (barone.noticias@spimovel.com.br)


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